Serious Sam Shatterverse – Mais Inimigos, Mais Explosões, Mais Sam | Análise

Se existe uma franquia que nunca teve medo de resolver seus problemas na base do chumbo, da explosão e de uma quantidade completamente irresponsável de inimigos na tela, essa franquia é Serious Sam.

Agora imagine pegar essa fórmula, jogar um multiverso no meio, adicionar elementos de roguelite, dezenas de armas, hordas ainda maiores e permitir que até cinco jogadores entrem na mesma partida.

O resultado é Serious Sam Shatterverse.

E sim: continua sendo exatamente o tipo de jogo em que a melhor estratégia para resolver um problema é atirar nele até deixar de ser um problema.

A diferença é que agora você pode fazer isso acompanhado de outros quatro Sams — o que, honestamente, talvez seja mais perigoso para o universo do que os próprios inimigos.

| O que você precisa saber sobre Serious Sam Shatterverse

  • Quanto mais Sams na partida, maior a destruição e mais imprevisível fica a experiência.
  • Você começa limitado e vai desbloqueando armas cada vez mais absurdas conforme avança.
  • Mmapas, inimigos, recompensas e combinações diferentes fazem cada tentativa ter suas próprias surpresas.
  • O jogo constantemente aumenta a pressão e coloca criaturas gigantes no caminho.
  • Explorar os mapas pode revelar melhorias e modificadores importantes para sua build.
  • Algumas partidas podem ultrapassar uma hora, especialmente para quem gosta de explorar tudo.

| Trailer

| Cinco Sams e zero responsabilidade

O grande destaque de Shatterverse está no cooperativo para até cinco jogadores.

Na teoria, é uma equipe formada por diferentes versões de Sam Stone trabalhando em conjunto para salvar o multiverso.

Na prática, é exatamente aquilo que você imagina.

Cinco jogadores correndo pela arena, inimigos surgindo de todos os lados, explosões acontecendo simultaneamente, armas disparando sem parar e alguém inevitavelmente entrando na frente do seu tiro.

É o tipo de caos que funciona justamente porque o jogo não tenta transformar tudo em uma experiência perfeitamente organizada.

Você não está ali para executar uma operação militar.

Você está ali para transformar uma horda inteira em estatística.

E jogar com amigos torna tudo ainda melhor. A cooperação existe, obviamente, mas existe também aquela competição informal para descobrir quem consegue pegar a arma melhor primeiro.

Porque amizade é importante.

Mas aquele lança-foguetes lendário é mais.

| Quanto mais destruição, melhor

A progressão de armas segue uma lógica bastante simples: no começo você é praticamente um cidadão comum com uma pistola.

Depois de algum tempo, você começa a encontrar equipamentos melhores.

E, conforme sua progressão avança, a situação rapidamente sai do controle.

Miniguns, lança-foguetes e outras armas capazes de transformar grupos inteiros de inimigos em partículas fazem com que a sensação de poder cresça consideravelmente durante a partida.

Essa evolução é importante porque evita que o jogo comece já entregando tudo.

Existe uma satisfação genuína em sair daquela situação inicial de “como diabos eu vou matar isso com essa pistolinha?” para “quantos desses eu consigo explodir com um único disparo?”.

É uma progressão simples, mas combina perfeitamente com a proposta arcade da franquia.

| Biomas, inimigos e aquela velha sensação de “isso vai dar ruim”

Shatterverse não depende apenas de colocar mais inimigos na tela.

A variedade de biomas, criaturas, armas e combinações de mapas ajuda a manter as partidas interessantes.

E aqui entra um dos elementos mais importantes do jogo: o roguelite.

As runs não seguem exatamente o mesmo caminho.

Uma área que parecia relativamente tranquila anteriormente pode se transformar em um inferno na próxima tentativa, com diferentes combinações de inimigos, perigos e recompensas.

Isso dá ao jogo uma característica importante para esse gênero: repetibilidade.

Você não está simplesmente repetindo uma fase esperando terminar.

Está tentando descobrir qual combinação de armas, habilidades e melhorias pode transformar a próxima tentativa em uma máquina de destruição ainda mais eficiente.

| Entra, mata, procura e repete

A estrutura de Shatterverse não poderia ser mais direta.

Você entra.

Mata.

Explora.

Procura recompensas e segredos.

Avança.

E depois faz tudo novamente.

A cada três fases, um chefe aparece para lembrar que o jogo ainda não estava suficientemente caótico.

É uma estrutura que funciona porque não existe muita gordura entre uma coisa e outra.

O jogo sabe exatamente o que quer ser.

Ele não precisa inventar uma narrativa gigantesca para justificar cada minuto de gameplay.

A justificativa é simples:

tem monstro. Mate o monstro.

E, para um Serious Sam, isso é praticamente filosofia.

| Porque aparentemente matar tudo não é suficiente

Apesar de toda a ação frenética, existe espaço para quem gosta de explorar.

Os mapas possuem segredos e áreas escondidas, e encontrar esses locais pode fazer uma diferença real durante a run.

Isso é interessante porque cria uma pequena mudança de ritmo.

Você pode simplesmente avançar destruindo tudo pela frente ou perder alguns minutos investigando aquele canto suspeito do mapa que provavelmente não deveria estar ali.

E, em Shatterverse, vale a pena investigar.

As áreas secretas podem oferecer modificadores e melhorias capazes de alterar significativamente a sua build.

Ou seja: explorar não é apenas uma atividade para completar o mapa em 100%.

Pode ser a diferença entre uma run mediana e uma verdadeira carnificina.

| O problema das “partidas rápidas”

Aqui está um aviso importante para quem pretende jogar Shatterverse casualmente:

não conte com partidas de cinco minutos.

Principalmente se você for o tipo de jogador que não consegue passar por uma porta sem verificar se existe alguma coisa escondida atrás dela.

Uma run pode facilmente passar de uma hora e meia, especialmente quando você começa a explorar os mapas, procurar segredos e tentar extrair o máximo possível daquela partida.

Isso não é necessariamente um defeito.

Mas é uma característica que você precisa conhecer antes de começar.

Então, se você pensa:

“Vou jogar só uma partidinha enquanto espero o café.”

Não.

Você vai jogar uma partida.

Vai olhar o relógio.

Vai perceber que já passou uma hora.

E provavelmente vai pensar:

“Só mais uma.”

Boa sorte.

| Fatos & Curiosidades do Shatterverse

Os Beheaded Kamikazes continuam fazendo aquilo que sabem fazer melhor: correr na sua direção gritando como se tivessem acabado de descobrir que esqueceram de desligar o fogão.

O clássico “AAAAAAAHHHHHHH!” continua sendo parte da experiência.

E quando você joga com áudio espacial, descobrir de onde aquele desgraçado está vindo deixa de ser apenas uma questão de atenção.

Passa a ser uma questão de sobrevivência.

| O multiverso de Sam

A ideia do multiverso também serve para ampliar as possibilidades de personalização.

Diferentes versões de Sam podem trazer visuais, habilidades passivas e combinações de builds que permitem experimentar estilos diferentes de jogo.

E isso conversa diretamente com o sistema roguelite.

Quanto mais você joga, mais possibilidades começa a enxergar.

| O que poderia ser melhor?

Shatterverse sabe exatamente qual é sua proposta, mas isso também significa que ele não vai agradar todo mundo.

A estrutura baseada em runs pode acabar sendo repetitiva para quem prefere campanhas tradicionais e progressão mais linear.

Além disso, partidas longas exigem dedicação. Não é um jogo particularmente interessado em respeitar aquela ideia moderna de que toda experiência precisa caber em sessões de dez minutos.

E, principalmente no cooperativo, o excesso de caos pode virar uma bagunça visual.

Mas existe uma certa ironia nisso.

O caos não é um acidente. É o produto.

Se você entra esperando organização, provavelmente vai sair reclamando.

Se entra esperando Serious Sam, provavelmente vai sair sorrindo.

| O que explode e o que falha

Prós,

  • Arsenal variado e progressão de poder satisfatória
  • Combate rápido, exagerado e extremamente divertido
  • Cooperativo para até cinco jogadores
  • Estrutura roguelite que aumenta a rejogabilidade
  • Segredos e exploração com recompensas úteis
  • Grande variedade de inimigos e biomas
  • Excelente utilização da identidade sonora clássica da franquia

Contras

  • Runs podem ficar longas demais para quem procura partidas rápidas
  • A repetição pode pesar para quem não gosta de roguelites
  • O excesso de inimigos e efeitos pode transformar a tela em uma completa zona de guerra
  • Quem procura uma experiência narrativa mais elaborada provavelmente não encontrará aqui seu próximo jogo favorito

| Vale a pena jogar Serious Sam Shatterverse?

Sim — principalmente se você gosta de FPS arcade, roguelites e jogos cooperativos.

Shatterverse não está tentando reinventar o gênero.

E ainda bem.

Ele pega aquilo que funciona em Serious Sam — armas absurdas, hordas gigantescas, inimigos completamente malucos, explosões e uma boa dose de humor — e coloca tudo dentro de uma estrutura que incentiva novas runs.

Sozinho, já funciona.

Com amigos, a experiência fica consideravelmente mais divertida.

Mas existe uma condição:

você precisa gostar de caos.

Porque Shatterverse não vai entregar um pouco de caos.

Ele vai entregar o caminhão inteiro.

| Gameplay

| Veredito de quem lutou no multiverso

Serious Sam: Shatterverse

Serious Sam Shatterverse é uma daquelas experiências que não precisam ser complicadas para serem divertidas.
É rápido, barulhento, exagerado e completamente comprometido com a ideia de que talvez a melhor maneira de resolver qualquer problema seja utilizando uma quantidade obscena de munição.
O sistema roguelite adiciona variedade suficiente para manter as runs interessantes, enquanto o cooperativo para cinco jogadores transforma o jogo em uma verdadeira fábrica de momentos absurdos.
Não é para quem procura uma campanha cinematográfica ou uma experiência contemplativa.
É para quem olha para uma arena cheia de monstros e pensa:
“Isso aí está pouco.”
Então chama os amigos, pega sua arma favorita e prepare-se para descobrir quanto caos cinco Sams conseguem produzir simultaneamente.
Não existe jogo perfeito, mas existe análise honesta.
E aqui a análise é simples:
Serious Sam voltou a fazer o que Serious Sam sabe fazer melhor — transformar uma quantidade completamente irresponsável de inimigos em diversão.
8.0 /10
Jogabilidade 7.0
Gráficos 9.0
História 7.0
Trilha Sonora 9.0
Duração 7.5

Autor

  • Gamer por paixão, programador de profissão, tenta manter de pé o site com sangue e suor, passa a maior parte do dia lidando com codigos e o que resta divide entre família, jogos e postar alguma coisa sem sentido no blog em idioma estranho, sou importado aqui... Joga tudo desde FPS até walking simulator, mas os quebra-cabeças são a sua paixão.

    Ver todos os posts


Descubra mais sobre Gamerscore Brasil

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Leave a comment