Aqui é o Lemm e hoje a gente vai conversar sobre o Developer_Direct 2024 que acabou de nos passar a visão dos desenvolvedores de alguns jogos dos estúdios da Microsoft que estão para chegar. Beleza, então, sem mais delongas, vamos direto ao ponto. Vou falar um pouquinho sobre o que é que eu achei do evento e o que é que eu espero de cada game.

Vídeo do canal do Lemm, streamer parceiro da Gamerscore Brasil.

O evento começou com a Obsidian apresentando o mundo de Eora, que vai servir como um palco para o Avowed. Eu gostei do que vi no combate, apesar de ter achado a mecânica de ataque à distância muito mais fluída do que a de corpo a corpo. Se vocês prestarem atenção no hitbox da espada, parece desajeitado, é bonito, mas fica meio estranho quando você para para observar.

É engraçado que estou notando uma tendência dos estúdios Xbox pela perspectiva em primeira pessoa. Eu acredito, na verdade, que eles estão tentando gerar um ambiente familiar para os jogadores da plataforma, trazendo uma característica em comum para facilitar a flutuação dos jogadores entre seus próprios jogos. Vê só, a gente tem chegando nesse mesmo estilo o Indiana Jones, mas também vimos Starfield e a franquia Fallout na mesma linha. Então, é tipo aquele negócio: será que isso é só coincidência? Eu não sei, fala aí nos comentários o que que vocês acham.

Outra curiosidade que só percebi depois do evento, quando fui dar uma lida, é sobre o universo do game em Eora. É o mesmo planeta de Pillars of Eternity, o RPG clássico da Obsidian que já possui dois títulos e também uma versão em livro de RPG de mesa.

A aventura se passa em uma região chamada Living Lands ou Terras Vividas, uma ilha no extremo norte do mapa com um ecossistema bastante selvagem, criaturas estranhas e centenas de vales de difícil acesso que nunca foram visitados por mortais. A área também é habitada por uma variedade de raças que convivem numa linha tênue de tolerância. Em resumo, eu espero um bom RPG em primeira pessoa com um escopo bem fechadinho, característico do estúdio. Nada muito grandioso, extremamente sandbox, mas sim um RPG coeso com escolhas, bons personagens, itens e habilidades. É algo que com certeza eu gostaria de jogar.

Falando agora um pouco sobre Senua Saga: Hellblade 2, cara, gostei muito do que eu vi. Eu estou com aquele sentimento de que, na verdade, a Ninja Theory está se transformando na Naughty Dog da Microsoft, né?

É um estúdio que tem bastante qualidade, com uma pegada artística muito forte, como deu para ver no primeiro jogo da franquia, e eu espero só melhoras nesse novo produto. Eles prometeram mais uma experiência narrativa imersiva que irá continuar a explorar a batalha mental de Senua contra a sua psicose, só que dessa vez ela quer impedir os Vikings que destruíram sua vila na Islândia.

A ideia é ver uma Senua mais madura e consciente da sua condição ao mesmo tempo que trava batalhas brutais que expressam os limites físicos do corpo de uma guerreira. Eu entendo que o jogador vai sentir o sofrimento dela em cada combate e ao mesmo tempo explorar o universo numa perspectiva distorcida da realidade.

Mais uma vez, o grande diferencial aqui é que ela não tem mais tanto medo das suas visões e passou a lidar com situações e encontrando até novos companheiros durante sua jornada. Dá para ver que o estúdio está bem preocupado em passar uma visão artística dessa guerra interna travada por Senua.

Eles investiram pesado na captura de movimentos da atriz, trilha sonora e imersão, consultando até um especialista em saúde mental! Eu joguei o primeiro game com certa resistência porque não é meu estilo, mas eu confesso que curti muito e pretendo sim dar uma olhada nesse segundo capítulo da franquia.

Na sequência, a gente viu a Square apresentar Visions of Mana, mas pessoal, infelizmente, não sou capaz de opinar. JRPG não é um produto que eu consumo muito, então se eu falar alguma coisa aqui vai ser de forma leviana. Então vou pular essa parte da apresentação, mas o que é que eu senti como leigo no assunto?

Adorei o combate do jogo, principalmente a parte aérea. Achei bem legal e tá realmente bem bonito. É um jogo visual, um jogo diferente, mas não sei se eu jogaria um game desses. Vamos ver, deixar pro futuro… E fala aí nos comentários o que que vocês acharam de Visions of Mana e qual é o core desse jogo, né? Porque como eu não entendo, fico aqui para aprender mais do que para falar.

Vamos passar para o assunto seguinte. Essa aqui foi a minha grande surpresa. A Oxide Games trouxe alguns detalhes de Ara, e galera, eu não estava acompanhando, sendo bem sincero. Só depois que vi a apresentação desse jogo que fui pesquisar mais.

Que jogo é esse? Com certeza vai cair na minha lista. Esse estúdio foi fundado em 2013 e foi fundado por pessoas com bastante experiência no gênero, inclusive que já trabalharam em Civilization V. Então a gente sabe que eles têm um conhecimento muito grande aí. É um produto que não é uma cópia, mas é o 4X, né? Estratégia 4X, naquela pegada de Civilization. Porém, ele traz muita coisa única que destaca o game trazendo sua própria personalidade.

Para começar, estão chamando de um jogo de estratégia 4X histórico ambientado em um mundo vívido. O que quer dizer exatamente esse mundo vívido, a gente só vai conseguir ver quando o jogo sair e a comunidade colocar à prova tudo isso. Mas com as palavras do próprio estúdio, você pode governar como quiser. A ideia é que o jogador consiga ver as suas decisões visualmente no próprio jogo, fazendo com que a sua civilização seja a expressão das suas escolhas. Basta de representar decisões apenas com números em jogos de estratégia, concorda? Já temos tecnologia suficiente para superar isso. Alô Paradox! Estamos juntos!

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À medida que você prospera, vai descobrindo novos recursos, novas tecnologias, novos detalhes são adicionados ao mundo, animais, pessoas, e a evolução arquitetônica da sua civilização se adapta à forma como você está evoluindo e governando. Eles também prometeram que você decidirá que tipo de líder você é, o que vai impactar na forma como você ganha o jogo. Não existe apenas uma forma, bem similar ao Civilization, existem vários tipos de vitória, e essas vitórias são baseadas em prestígio, que estão dentro de algumas categorias.

Também foi citado um sistema de construção que me deixou muito curioso. Pelo que foi explicado, ele funciona de acordo com os materiais e recursos que você tem para fazer as suas construções. Aqui sim temos uma evolução que nenhum outro game de estratégia 4X tem.

Se você observou bem durante a apresentação, existia ali no menu da direita os recursos brutos e transformados em ferramentas. A partir deles, você provavelmente vai construir unidades e edifícios. E aí meio que a economia vai ficar entrelaçada e a complexidade de criação das coisas vai ficar bem mais exponencial.

Por exemplo, digamos que você tenha só madeira. Então, a maioria das casinhas vão ser construídas usando madeira. Eu não sei até que ponto isso vai impactar na gameplay, mas vai ser muito legal ver também na sua civilização, dando zoom, a expressão dos recursos disponíveis para as construções, esse tipo de coisa seria bem legal de se ver.

Acho que sim, que Ara: History Untold vai ser um bom produto para o Game Pass. Tá chegando em boa hora, e tô bastante curioso para ver esse negócio. Vamos finalizar também isso aqui que já tá ficando longo demais. Eu fico empolgado na hora de falar sobre jogos. Digitando aqui, o tempo vai correndo solto.

A Machinegames trouxe para a gente Indiana Jones. Vi que houve muitas críticas por eles terem apresentado o game em primeira pessoa, mas entendi a decisão artística deles também. Cai naquela minha dúvida que eu falei no início do texto. Será que isso é coincidência? Não sei, vamos ver mais pra frente como é que colocarão os próximos produtos no mercado. Mas realmente, eles estão apostando bastante na imersão através da primeira pessoa. Segundo o estúdio, essa primeira pessoa vai alternar em momentos de aventura, por exemplo, uma escalada ou alguma coisa do gênero. Você verá de fato o corpo do Indy sendo mostrado e fazendo um movimento, mas a grande parte da gameplay vai ser sim em primeira pessoa.

Segundo a desenvolvedora você viverá a aventura, não assistindo o Indiana Jones, né? Mas vendo através dos olhos dele. Você vai ser o Indiana Jones, vendo o mundo sob sua perspectiva. O jogo tá categorizado como aventura e ação.

Como eu falei, o combate é em primeira pessoa. Você vai poder alternar entre armas características dos filmes, como o chicote, o próprio revólver e objetos do cenário. Vai ter muita pancadaria também. E eu desejo muito jogar esse game pela nostalgia, mas uma observação que quase eu esqueço de citar, se vocês prestarem atenção, eu achei, pelo menos eu senti, que a expressão facial dos personagens tá muito plastificada. Depois, olha com calma, me fala aí nos comentários o que que vocês acharam.

No geral, gostei do que vi. Dá para melhorar essa questão facial de expressão porque eles tentaram trazer um gráfico muito bonito, mas acabou que a expressão facial não conversou com o gráfico que eles estão trazendo.

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Galera, eu acho que vou ficando por aqui e agradeço demais a quem chegou ao final do artigo. Para gameplays ao vivo não esquece de aparecer em uma das nossas redes sociais.


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Autor

  • Lemm

    Sou ex-engenheiro de software, fundador do Clube Cultura Gamer (CCG), e narrador de tabletop RPG de horror. Amo os jogos eletrônicos desde 1997. Me considero um Sommelier de Games. Sou apaixonado por detalhes, histórias e mecânicas. Adoro debates fundamentados. Dou preferência a games sandbox, colony management sim, co-op, survivor e RPG. Também gosto de conversar sobre investimentos, política e a rotina da vida. Aperta o PLAY!