Fala clube, beleza!? Eu sou o Lemm e hoje vamos conversar sobre o novo título da Ubisoft, Avatar: Frontiers of Pandora. Fica tranquilo que a matéria é “SPOILER FREE”.

O game foi desenvolvido pela Massive Entertainment e publicado pela Ubisoft usando a engine Snowdrop.

| Trailer

| Contemplando Avatar: Frontiers of Pandora, o que realmente é o jogo?

O meu primeiro contato com o game tornou toda a minha jornada de imersão inusitada. Eu não sou fã do universo, não conhecia os detalhes de Pandora e havia assistido apenas o primeiro filme da franquia. Para completar, não tinha acompanhado os anúncios, trailers e comentários sobre o game. Então abrir o jogo pela primeira vez foi um misto de ansiedade e dúvida quanto a qualidade do produto. Isso me deu a oportunidade de explorar o título de uma forma mais profunda e investigativa, já que era necessário ler no compendio cada detalhe dos personagens, regiões, fauna e flora até atingir uma maturidade suficiente que gerasse aceitação.

Esse processo investigativo é muito comum quando assistimos um filme fantástico que destoa da realidade que estamos acostumados a observar. O termo técnico para esse processo é chamado de “suspensão da descrença”. Existe um período de tempo que nosso cérebro se adapta aos aspectos fantásticos de uma obra até o ponto que superamos as estranhezas do universo, aceitamos as desconformidades e por fim criamos laços emocionais com a história apresentada.

Para os iniciantes no universo de Avatar, minha primeira dica é que a aba do “Guia do Caçador” é a principal aliada dos jogadores que estão descobrindo Pandora pela primeira vez, mas não se preocupe, falaremos sobre isso depois. O importante é entender que o jogo teve a capacidade de apresentar todos os aspectos importantes de Pandora para um leigo sobre o assunto, de tal forma que agora conheço os principais clãs Na’vi, as regiões da fronteira, a história da resistência, as motivações da RDA e as culturas Sarantu e Aranahe.

De cara senti o desenrolar da história se passar em um ritmo lento, os acontecimentos iniciais são bem trabalhados, criam um senso de urgência, mas não convencem a motivação do protagonista. Senti que o personagem principal estava sendo manipulado por sonhos e desejos de seus superiores, seja da resistência ou da RDA. Se você prestar muita atenção na história, vai perceber que o personagem é inocente e está na fase de construção da sua personalidade. Então as missões são motivadas pelo desejo de provar algo para os outros ou simplesmente um pedido carismático de um aleatório de passagem.

O protagonista apesar de querer explorar sentimentos inexplorados e desvendar a cultura
dos seus antepassados está grande parte do tempo sendo guiado pelos desejos alheios. É literalmente uma espécie de adolescente explorando o mundo enquanto um responsável o guia. E é aí que o jogo realmente brilha, o mundo que é explorado por esse “adolescente” é extremamente rico em todos os sentidos. Ele carrega história, uma fauna/flora maravilhosa, geografias distintas, culturas destoantes, perigos naturais e humanos.

Durante essa fase exploratória inconscientemente eu buscava jogar um FPS estilo Farcry, já que o jogo é construído com os fundamentos desse primo de primeiro grau. Mas é aqui meu amigo, que muitos jogadores ficarão insatisfeitos. Definitivamente Avatar não é Farcry. Enquanto Farcry é um jogo mais puxado para a ação e conflito, Avatar apresenta-se como um game de contemplação e exploração de Pandora, suas culturas e natureza.

Agora você deve ter ficado um pouco confuso. Sim, Avatar possui um combate FPS semelhante ao Farcry, porém não chega perto do seu primo nesse aspecto. Para ser sincero, achei o combate desengonçado e pouco fluído. O game trata-se de uma experiência exploratória e de contemplação às paisagens de tirar o fôlego de Pandora. Se você é um jogador apressado em busca de ação desenfreada, passe longe desse game. Aqui, a cereja do bolo está em inspecionar as belezas naturais do planeta, descobrir receitas, buscar o melhor ingrediente para uma boa refeição, caçar um animal belíssimo e desfrutar do Guia do Caçador com informações que aumentam à medida que você inspeciona novos espécimes. Avatar Frontiers of Pandora é uma jornada de contemplação exploratória em mundo aberto com elementos de aventura, FPS, crafting e RPG.

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| Mecânicas

| Movimentação

Como falado anteriormente, o game é focado em uma jornada de contemplação exploratória. Para
tornar isso possível, a Massive Entertainment executou um trabalho minucioso na movimentação do personagem utilizando a Snowdrop engine. Por se tratar de um Na’vi, o protagonista é capaz de saltar mais alto, escalar com mais facilidade e correr mais veloz do que estamos acostumados a ver em jogos Open World.

A mecânica de salto por exemplo, permite ao jogador pressionar o botão por um tempo até carregar um salto mais potente. Também é possível correr e escorregar por baixo de troncos e crateras. O personagem usa sua mão com frequência para alcançar o topo de superfícies e além disso é possível ver uma animação onde as suas mãos interagem com galhos e objetos à medida que caminha. Esse carinho no desenvolvimento vale a pena destacar.

À medida que o jogo progride, novas habilidades são desbloqueadas e movimentos mais plásticos
podem ser executados, como por exemplo o pulo duplo, que aumenta a distância do salto. Outro recurso importantíssimo é a montaria. Dentro da própria comunidade, há uma espécie de consenso de que o jogo realmente começa após a aquisição da sua Ikran (pássaro voador que parece um pterodátilo).

Voar sob Pandora é uma experiência única que se torna ainda mais intensa para aquelas que gostam e entendem sobre o universo de Avatar. Você pode chamar a sua montaria a qualquer momento, inclusive saltando de arranha-céus enquanto a sua companheira o alcança em queda livre, uma experiência cinematográfica que não canso de fazer todas as vezes que jogo. Sua montaria assim como o personagem deve comer para regenerar a energia.

Também é possível se abaixar e entrar em modo stealth. Como o ambiente é riquíssimo com vários objetos, sempre haverá plantas, caixas e protuberâncias para se esconder dos seus inimigos.

| Stealth

Logo no início do jogo você receberá seu SID, um equipamento portátil que o auxilia a hacker dispositivos eletrônicos. Inclusive os AMPLIFIED MOBILITY PLATFORM (AMP), também conhecidos como Exoesqueletos, eles são usados pelos humanos para combater os Na’vi. Essa “armadura” metálica pode ser hackeada, tornando o piloto vulnerável por mais tempo do que as granadas de atordoamento. Durante o período de confusão, é possível até arrancar o piloto da máquina através de um ataque físico. Note que essa habilidade deve ser desbloqueada.

Você também usará os sentidos Na’vi para descobrir a posição dos seus inimigos bem como objetos de interesse. Esses objetos variam de caixas com equipamentos até cilindros inflamáveis bem posicionados. Você decide como concluirá um embate, pode ser através de uma “trocação de tiro” frenética ou um comportamento mais furtivo que utiliza o ambiente a seu favor. Até a própria Ikran pode ser usada como isca para desviar a atenção no campo de batalha.

Alguns ambientes também apresentam água, onde é possível submergir e nadar para não ser detectado. Existe também um status chamado Furtividade que pode ser aprimorado através dos equipamentos. Para concluir, não achei o modo furtivo do jogo fenomenal, porém é bem divertido quando aproveitado sem pressa, calculando cada ação a fim de eliminar a ameaça furtivamente.

A verdade é que tanto a furtividade quanto o combate são uma fórmula repetida em cada encontro, onde cabe ao jogador tornar o evento mais atrativo por meio da sua própria imaginação e entrega ao universo apresentado. Não é exatamente um copiar e colar, mas muitas das suas ações estarão limitadas a uma pequena gama de soluções justamente porque construir estratégias mais elaboradas torna o embate mais longo, então possivelmente você não vai querer prolongar todo encontro, pois chega um momento do jogo que você já está acostumado a combater o inimigo X ou Y e o seu foco estará em concluir uma missão ou buscar um material. Quando isso acontece, o jogador entra no modo automático e simplesmente executa a estratégia mais conveniente para finalizar rapidamente aquele combate.

| Combate

O personagem é capaz de carregar algumas armas que, quando combinadas, te dão diversas possibilidades de estratégia. É possível usar arcos, arcos longos de caça, fuzis, escopetas, granadas, minas e outros equipamentos que podem ser utilizados momentaneamente ao serem recolhidos do chão, como é o caso do lança míssil. Existem modificações que você pode adicionar em suas armas que trarão vantagens contra tipos específicos de inimigos.

A mecânica com o arco é bem satisfatória e você consegue sentir a diferença corpórea entre um humano e um Na’vi. O arco é disparado com muito mais intensidade e o som, a resposta no controle e no ambiente trazem a sensação do ímpeto da raça. É possível trocar de munição para cada tipo de arma de ataque à distância e ter acesso a flechas explosivas e envenenadas, por exemplo.

Já com os equipamentos dos humanos a história é um pouco diferente. Achei a parte de FPS do game com essas armas bem genérica e desajeitada. É possível dominar com facilidade o manuseio desses equipamentos, porém a física e precisão dos tiros dão uma sensação de que aquilo tudo é impreciso. É possível utilizar um zoom para mirar e há as setas de referência que demonstram o espalhamento da bala, mas mesmo assim não há uma profundidade realista no combate. Isso não estraga o jogo, porém é um elemento a ser aprimorado e muito provavelmente fãs desse gênero (FPS) se sentiram desconfortáveis com esse aspecto do jogo.

| Crafting

Pra mim é um dos aspectos que os desenvolvedores mais acertaram. O crafting de Avatar utiliza receitas que você deve aprender com NPCs e em alguns casos, como na cozinha, você pode descobrir receitas cozinhando ingredientes diferentes, o que é bem divertido por sinal. A animação é boa, os ingredientes são inseridos na panela e você tem ali um pequeno momento de curiosidade do que sairá daquela concha cozinhada. Mas não é isso que torna o crafting especial. Algumas receitas precisam ser recebidas de tribos Na’vi. Nesse caso o jogador precisará ganhar simpatia através da conclusão de missões e doações para a tribo desejada. Essas receitas também exigem materiais de qualidades diferentes.

Quando você acessa o menu de crafting é possível escolher a qualidade dos materiais utilizados. Por exemplo, se você for fazer um arco, precisará de dois materiais: um galho e uma fibra. Acontece que ao recolher qualquer material no ambiente, dependendo da sua performance durante a ação, a qualidade do material pode variar entre Bom, Superior e Primoroso. Além disso, cada material possui propriedades específicas, como por exemplo “Aumenta o dano contra animais”, ou seja, você pode recolher tipos diferentes de Fibra onde uma delas aumenta a furtividade enquanto a outra aumenta o HP máximo do seu personagem. Tudo isso dá uma gama grande de possibilidades de conjuntos de equipamentos e comidas. Eu por exemplo craftei um conjunto que só utilizo para caçar, onde priorizei matérias de alta qualidade com propriedades de furtividade e aumento de dano em pontos fracos.

Quando você busca um recurso, dois fatores determinam a sua qualidade:

  • O primeiro é o ambiente, onde é possível ver no Guia do Caçador o melhor contexto para extraí-lo. Alguns são úmidos (precisa estar chovendo), outros são noturnos (melhora a coleta a noite) e assim por diante. Então muitas vezes durante o jogo eu me vi buscando os melhores materiais para o conjunto de equipamentos que gostaria de montar. Essa é outra grande beleza do game, explorar Pandora em busca de recursos, animais e plantas inexplorados que podem te trazer materiais exclusivos com buffs que se encaixam para o seu tipo de gameplay. Meus primeiros 2 dias de Avatar foram explorando a área inicial e montando um conjunto de combate contra humanos.
  • O segundo é a forma como você faz a extração. Durante o recolhimento de um recurso, há uma espécie de mini game onde o jogador deve girar a alavanca em busca da melhor posição antes de puxar o material da fonte. Quando você erra o jeito certo de extrair algo, a qualidade do objeto extraído diminui. Esse conjunto de mecânica vai te incentivar a conhecer melhor Pandora e a fazer viagens exploratórias a fim de encontrar características únicas dentro de materiais do mesmo tipo.

| História, Planeta e Ambientação

A história se passa depois dos acontecimentos do primeiro filme, quando Jake enfrentou os humanos junto com os Na’vi. Porém tudo acontece em outra parte do planeta de Pandora. Você é um dos Na’vi sequestrados pelos humanos da RDA (empresa privada responsável por explorar Pandora). O objetivo da RDA é treinar esses infantes dentro da cultura humana e utilizá-los como agentes diplomáticos junto aos nativos da região.

Não é por acaso que o clã nômade de origem do protagonista é o Sarentu. Eles são conhecidos justamente pela capacidade de remediar conflitos e absorver aspectos culturais das tribos por onde passavam. Logo no início do jogo, a instalação da TAP, onde a operação de educação dos Na’vi ocorrida, é destruída, e então você se vê acolhido pela resistência em meio a humanos e Na’vi dispostos a expulsar o pessoal da RDA. Daí em diante o protagonista busca por sua identidade em meio à confusão da guerra à medida que se aproxima de Eywa (deusa dos Na’vi).

As missões geralmente apresentam apelo emocional e demonstram a união dos Na’vi com a natureza do planeta. Como falei no começo, para mim, houve um processo de aceitação das motivações do protagonista, não consegui me identificar de imediato com o roteiro apresentado e acabei focando em outros apectos do jogo. As cinemáticas são belas, a dublagem é impecável e a ambientação é exuberante. Para ser sincero, fiquei impressionado com o trabalho dos desenvolvedores quanto à performance do jogo. É possível observar uma quantidade imensa de objetos em tela e jogando no Series X não tive qualquer problema de queda de FPS.

Não só de emoção as missões são feitas. Também existem atividades paralelas no jogo. É possível caçar, colher e investigar. A parte de investigação ficou realmente muito legal e o jogador precisa conectar as evidências para que o personagem chegue a uma conclusão investigatória. Falando um pouco da caça, os na’vi, possuem um faro distinto e através dele conseguimos seguir o rastro de animais, inclusive identificando a espécie sem exatamente ter contato visual.

Também existem missões desafios que possuem tempo para serem concluídas e variam em diversos formatos, como hackear, caçar etc. A ambientação dentro de Pandora é perfeita e contemplativa. Se você é um jogador mais detalhista, poderá acessar a descrição completa de pessoas, artefatos, plantas, animais e regiões. Tudo isso, quando consumido te deixa ainda mais imerso no universo.

| Imagens

| Considerações Finais

Avatar é sim um primo de primeiro grau do FarCry, porém a proposta do jogo é bem diferente. Não busque um FPS de tiro profundo nem um stealth tão detalhado quanto os jogos da fraqnuia Metal Gear Solid. O jogo executa bem todos esses aspectos, porém transformou-se em um tributo muito bem executado ao universo de Avatar onde o prazer será encontrado em momentos contemplativos ao observar paisagens, animais, história (documentos) e culturas.

Algumas pessoas podem defini-lo como sandbox, porém gostaria de reforçar que apesar de interagirmos com o mundo de diversas formas, não há um elemento relevante de construção de mundo, ou seja, muitas das suas ações estarão ligadas a um roteiro predefinido onde a maior parte da liberdade está associada a locomoção no mundo e descoberta de elementos imutáveis.

Na minha avaliação o jogo está muito bem polido, o universo está coeso, a dublagem é bem executada, o planeta belíssimo, a progressão do personagem é bem construída e existem várias atividades secundárias para entreter o jogador enquanto avança na história.

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| Avaliação

História
Visual
Áudio
Jogabilidade
Diversão

| Outros detalhes

VISUALPRIMEIRA PESSOA
MODO DE JOGOSINGLE-PLAYER
CONQUISTAS31
TIPOAÇÃO / AVENTURA / FPS
TEMPO PARA 1000GSEM ESTIMATIVA

| Loja

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Autor

  • Lemm

    Sou ex-engenheiro de software, fundador do Clube Cultura Gamer (CCG), e narrador de tabletop RPG de horror. Amo os jogos eletrônicos desde 1997. Me considero um Sommelier de Games. Sou apaixonado por detalhes, histórias e mecânicas. Adoro debates fundamentados. Dou preferência a games sandbox, colony management sim, co-op, survivor e RPG. Também gosto de conversar sobre investimentos, política e a rotina da vida. Aperta o PLAY!

2 Comentários

  1. Interresante, vou esperar uma promoção.

    1. Fica de olho por aqui que certeza vai aparecer, e nós sites dos nossos parceiros tem chance de ter mais desconto ainda!

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