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Entre códigos e segredos, só quem joga Lia: Hacking Destiny descobre o que realmente está em jogo…

Olha, esse foi de longe o jogo que mais demorei para escrever uma análise. Motivo? Preferi ficar jogando do que parar pra escrever (só não contem isso pro chefe, hein!). É um game brasileiro que me pegou de surpresa de um jeito muito bom. A responsável pela obra é a Orube Game Studio. O título Lia: Hacking Destiny vem com nome em inglês e até uns caracteres orientais pra dar aquele ar internacional, mas no fundo eu senti o jogo bem brasileiro.

E olha só: dá pra jogar em praticamente tudo! PC (Steam), Xbox One, Xbox Series S/X, PlayStation 4 e Playstation 5, Nintendo Switch e até nos disponíveis móveis, tanto Android quanto iOS. Bora a análise então desse jogo de plataforma 2D

| PONTOS IMPORTANTES

  1. Disponibilidade ampla: O jogo roda em praticamente todas as plataformas
  2. História envolvente: A trama mistura crítica social com humor, trazendo personagens carismáticos e bem construídos.
  3. Dublagem e brasilidade: As vozes e diálogos são autênticos, cheios de referências culturais brasileiras que dão identidade única ao game.
  4. Detalhes sonoros: Sons sutis, como o ronronar dos gatos, enriquecem a experiência sem atrapalhar a jogabilidade.
  5. Gráficos e cutscenes: Bem produzidos, com chefes de fase impressionantes e diálogos que prendem a atenção.

| RESUMO

Lia: Hacking Destiny é um jogo que surpreende pela qualidade e pela identidade cultural. Apesar de algumas limitações, entrega uma experiência divertida, desafiadora e cheia de personalidade. É uma obra que merece reconhecimento, especialmente por mostrar o potencial dos estúdios brasileiros no cenário dos games.

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| TRAILER

| HISTÓRIA

Em um planeta devastado, a única esperança era levar todos para outro mundo. A empresa responsável por essa missão era a poderosa Megacorp, encarregada de enviar pessoas para a tão sonhada Terra 2.0. Foram várias viagens em foguetes, sempre levando primeiro aqueles que a Megacorp julgava como os “melhores” para começar a vida em Terra 2.0. Depois vinham os demais, seguindo essa ordem de prioridade imposta pela empresa. Mas, sem qualquer explicação, os lançamentos simplesmente pararam. Quem ficou para trás? Uma minoria esquecida… junto com todos os pets. Para piorar, os robôs da própria Megacorp começaram a caçar os sobreviventes. A vida virou um jogo de esconde-esconde mortal, até que um fenômeno misterioso desativou parte dos robôs. Essa onda inesperada reuniu um grupo de resistentes — entre eles, Lia — que decidiram enfrentar o sistema e buscar sua passagem para a Terra 2.0. A revolução começou com um holograma deixado pela Doutora Lucia, que também preparou um QG cheio de apetrechos. Cada um assumiu uma função:

  • Lia: vai para o campo de batalha encarar os robôs.
  • Dona Arlete: responsável por teletransportar Lia caso ela fique gravemente ferida.
  • Junin: treina Lia, fortalecendo suas habilidades para enfrentar a Megacorp.
  • Genival: cuida das bugigangas encontradas nos complexos e ainda faz melhorias nelas.
  • Samantha: nenhuma rede ou sistema escapa de suas mãos; ela hackeia tudo para ajudar Lia.

Juntos, eles formam a resistência que luta para sobreviver e conquistar sua passagem para a Terra 2.0.

| Minha experiência jogando…

Nessa seção vou compartilhar minhas impressões ao jogar LIA: Haking Destiny. O que mais me chamou atenção foi a parte sonora, especialmente a dublagem. Não estava preparado para tamanha qualidade: as vozes e os textos dão vida e autenticidade aos personagens e porque não falar da brasilidade deles. Como a Arlete, responsável por cuidar da Lia, solta frases como “não esquece o casaco” com um tom maternal, enquanto Genival cantando é simplesmente impagável. A riqueza de detalhes é notável — até os gatos presentes no jogo podem ser ouvidos ronronando baixinho. Como tutor de três gatos, confesso que sou totalmente suspeito em falar, mas o som é discreto e não atrapalha a jogabilidade. Falando em gatos, eles têm um papel curioso na trama: são escravizados para que os humanos da Terra 2.0 possam assistir vídeos e matar a saudade dos pets. Sua missão é libertá-los, enfrentando inúmeros robôs espalhados pelo cenário.

Cada vez que você inicia o jogo, as salas mudam, evitando a monotonia. Em cada ambiente há robôs da Megacorp e câmeras de segurança; se você permanecer muito tempo sob vigilância, o nível de alerta aumenta e mais inimigos surgem. Ao atingir o nível 3, um robô executor passa a perseguir você. Para reduzir o nível de segurança, é preciso encontrar salas especiais, burlar o sistema e resolver um Captcha — afinal, quem confundiria uma coruja com uma maçã ou um cachorro com um bolinho?

O humor também é um ponto forte. Fui surpreendido diversas vezes e percebi que o jogo, feito por brasileiros, parece ter sido pensado para brasileiros. Não encontrei dublagem em outros idiomas, mas considero a versão nacional o grande destaque.Os gráficos merecem menção honrosa. As cutscenes são bem produzidas, com diálogos interessantes, e os chefes de fase impressionam pelo tamanho — inicialmente parecem impossíveis de derrotar, mas com evolução da personagem e muito “hackeamento” do sistema, a dificuldade se torna mais equilibrada. Os comandos funcionam perfeitamente e não encontrei bugs relevantes.

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| CONSIDERAÇÕES FINAIS

Lia tem que enfrentar 4 fases (Omegaplex, Robosfera, Forja-Mãe e Arma X) cada uma das fases tem aquele chefão de fase e para finalizar você deve enfrentar os chefes dos chefes.Ao começar o game você vai precisar perseverar chegando a morrer algumas vezes para poder evoluir seu personagem e também os apetrechos para evoluir no game com ajuda dos outros personagens.

Mesmo jogando bem não consegui todas as conquistas/troféus, tem algumas que demandam tempo. Mas por incrível que pareça o começo é mais difícil que no final.Tive a grata surpresa com esse game simples de plataforma, parecido com vários outros. Mas adorei o humor, a brasilidade vista nos personagens, a história que nos trás curiosidade para saber o fim.

De uma forma geral queria dar parabéns para os envolvidos no jogo Lia: Hacking Destiny e obrigado pela ótima experiência de desfrutar desse game.

LIA: HACKING DESTINY

Um jogo brasileiro que surpreende pela criatividade com uma trama envolvente. A dublagem nacional é um dos grandes destaques, trazendo autenticidade e carisma aos personagens, além de detalhes sonoros encantadores que enriquecem a experiência sem atrapalhar a jogabilidade.
O game se destaca pela ampla disponibilidade em diversas plataformas, pela variedade nos cenários que mudam a cada partida e pela jogabilidade sólida, sem bugs relevantes. Lia: Hacking Destiny entrega uma experiência divertida, desafiadora e única, mostrando o talento dos estúdios brasileiros e conquistando tanto quem busca jogar quanto quem tem curiosidade em conhecer algo diferente.
8.9 /10
Jogabilidade 9.0
Gráficos 7.5
História 9.5
Trilha Sonora 9.6
Duração 6.4

| OUTROS DETALHES

VISUALPlataforma 2D
MODO DE JOGOSingleplayer
CONQUISTAS/TROFÉUS32/33
GENEROAção / Arcade / Tiro
TEMPO PARA 100%Indefinido
PLATAFORMASPC, Xbox, PlayStation, Switch, Mobile

Autor

  • Daniel Rezende

    Nas horas vagas sou metalúrgico do ABC paulista, mas tenho todos os dedos. Jogando desde da época do Telejogo da Philco-Ford. Gosto de todos os estilos de jogos e consigo ser ruim em todos.

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