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“Black Ops 7” é aquele tipo de CoD que chega pisando firme, mas tropeça logo na porta da campanha. Ambientado em 2035 e estrelando David Mason, o jogo tenta avançar a cronologia… só para entregar uma história que muitos já classificam como “Black Ops 6 com DLC futurista” e que te faz perguntar… “Será que beberam muito quando escreveram isso? Mas ao final, para passar umas horas em co-op, até que da pra se divertir, ao final jogue qualquer coisa, em companhia é com certeza melhor!
Mas, sejamos honestos: quase ninguém compra CoD pela campanha, e é justamente fora dela que BO7 brilha como se tivesse bebido um energético radioativo.
| O jogo em pilulas
- Movimentação clássica retorna, fluida e sem show de acrobacias.
- 18 mapas no lançamento, incluindo remasters icônicos que funcionam muito bem.
- Zumbis round-based recupera o espírito original e mantém a Treyarch no topo.
- Integração total com Warzone, com novos mapas e eventos temáticos.
- Cancelamento do Carry Forward, restaurando a identidade visual única de BO7.
| Trailers
Gostaram do que viram nos trailers e o que leram no começo? Continue lendo nossa review!
| Multiplayer — Caos calculado, gadgets e velhos hábitos
O multiplayer de Call of Duty Black Ops 7 é onde a Treyarch lembra por que ainda domina o gênero. É rápido, frenético e cheio de brinquedos futuristas que não transformam o jogo em parkour de sci-fi. A movimentação é fluida sem virar um show de acrobacias, enquanto o gancho deixa algumas rotações mais verticais, sem quebrar o meta.
Os 18 mapas de lançamento trazem aquele clássico formato 3-lanes que funciona desde a época em que ainda era possível pedir lanche pelo telefone fixo. No meio deles, remasters de respeito como Hijacked, Raid e Express.
E a 1ª Temporada já promete mais loucura vertical com Fate e Utopia, enquanto Standoff retorna do spa gráfico mais bonito que nunca.
No arsenal, o futuro chega carregando armas de energia e rifles cirúrgicos, mas sem abandonar o feeling Black Ops. Especialistas retornam mais equilibrados, nada de uma habilidade quebrar o lobby inteiro.
A maior vitória? O matchmaking deixou de destruir o lobby a cada partida. Agora dá para jogar com as mesmas pessoas por mais de 10 minutos sem ser chutado para um limbo social.
E, por favor, uma salva de palmas: mataram o Carry Forward. Cada CoD volta a ter sua alma, sua estética, sua identidade. Amém.
| Zumbis — O verdadeiro protagonista
O modo Zumbis é a parte do jogo que não tenta inventar moda futurista, e ainda assim, oferece a melhor experiência de Call of Duty Black Ops 7 (me julguem).
A Treyarch voltou para o formato round-based raiz, com direito ao retorno do Dark Aether e a um novo mapa: Astra Malorum, sombrio, tenso e cheio de segredos para abrir com os amigos berrando no grupo.
O novo inimigo O.S.C.A.R. dá trabalho, a Main Quest mantém a tradição, e a expectativa de ver o quarteto clássico (Richtofen, Takeo, Nikolai e Dempsey) jogável nas próximas temporadas já mantém metade da fanbase acordada às três da manhã.
Não é revolucionário, mas é sólido, divertido e viciante daquele jeito “só mais uma rodada”, e do nada toca o despertador para ir trabalhar e o zumbi vira voce mesmo…
| End-Game & Warzone — O ciclo infinito continua
O verdadeiro pós-jogo de BO7 é aquele grind infinito que mistura multiplayer, zumbis e Warzone em um só ecossistema.
A 1ª Temporada chega com armas novas, eventos temáticos, mapas adicionais e o Passe de Batalha recheado, embora a progressão inicial seja tão lenta que parece castigo por ter escolhido a edição básica.
No Warzone, Haven’s Hollow estreia como novo mapa de Ressurgência, além de modos temporários e integração narrativa com a história de BO7. Tudo conectado, tudo vivo, tudo pronto para mais 12 meses de atualizações semanais.
| Acertos & Erros
Pro
- Multiplayer rápido, fluido e com mapas fortes.
- Zumbis round-based de alta qualidade.
- Matchmaking clássico sem destruir lobbies.
- Conteúdo sazonal robusto e integração com Warzone.
- Remasters excelentes como Standoff, Raid e Hijacked.
Contras
- Campanha fraca e pouco memorável.
- Progresso inicial lento no Passe de Batalha.
- Arsenal futurista ainda precisa de ajustes no meta.
- Poucas novidades significativas no modo Zumbis.
| Conclusão — Um CoD familiar, mas mais maduro
| E você? Acho o que do jogo?
Antes de encerrar, quero saber de você: Black Ops 7 entregou o que você esperava? O multiplayer frenético te fisgou ou a campanha sem brilho derrubou o hype? E o modo Zumbis, ainda é o “coração” da experiência ou já cansou? Conta aí nos comentários como foi a sua jogatina.
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