Uma orquestra de 30 anos da ASMB levou a música clássica à final do CBLOL, com músicos que jogam League of Legends. Uma fusão inusitada!
A Inusitada Performance no CBLOL
- Seleção da orquestra ASMB abriu a programação da final do CBLOL na Arena Carioca 1.
- Vários músicos da orquestra são também jogadores ativos de League of Legends, alguns desde 2014.
- A apresentação conectou a inclusão social pela música com o universo dos esports.
- A ASMB é uma ONG com 30 anos de história dedicada a ensinar música clássica a jovens em vulnerabilidade.
- O evento destacou a crescente diversidade e alcance cultural do League of Legends e do cenário de esports no Brasil.
Quem disse que música clássica e League of Legends não combinam? No último sábado, a Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, foi palco de uma fusão cultural que surpreendeu muitos. Uma seleção de músicos da orquestra da Ação Social pela Música do Brasil (ASMB) abriu a grande final do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), mostrando que a paixão por Summoner’s Rift pode ecoar em tons de violino e cordas. Foi um momento que provou, mais uma vez, o quão vasto e inclusivo o universo gamer se tornou, rompendo barreiras entre diferentes formas de arte e entretenimento. Essa performance inusitada precedeu o show da rapper Ebony e a decisão do campeonato, marcando um dos pontos altos da programação.
A história por trás dessa apresentação é ainda mais envolvente. A ASMB, uma ONG sem fins lucrativos que celebra 30 anos de existência, se dedica a levar a música clássica a crianças, adolescentes e jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social. Seus grupos orquestrais são compostos por alunos formados em núcleos espalhados por todo o Rio de Janeiro. E o mais interessante é que essa iniciativa não é apenas sobre música; ela se entrelaça diretamente com o mundo dos games, já que parte dos talentosos músicos que subiram ao palco são também membros fervorosos da comunidade de League of Legends.
É aqui que a narrativa ganha um tempero especial. Jean Márcio Barreto da Costa, de 28 anos, é um veterano de LoL desde 2014 – uma época em que se comprava RP por SMS! Jogador de atirador e fiel à Vayne, ele é um exemplo da longevidade e da paixão que o jogo pode gerar. Antonio Henrique da Silva, de 27, chegou a Runeterra em 2016, pela influência dos amigos da escola, e mandava bem de Aatrox na Top Lane antes de migrar para VALORANT. Willian da Silva Lopes, de 26, também já teve sua fase no jogo. Essas histórias pessoais são um testamento de como o LoL se infiltra em diferentes gerações e estilos de vida, criando laços que vão muito além da tela.
E nem só de jogadores vive a orquestra! Jean Marcelo, de 22, acompanha os campeonatos e torce pela LOUD sempre que pode, enquanto Davi Albino de Azevedo, também de 22, conhece o universo através de amigos e da aclamada série Arcane. Essa diversidade de conexão com o jogo — seja jogando há uma década, chegando pelos amigos, torcendo ou descobrindo pela mídia — mostra o impacto multifacetado de League of Legends. Na Arena Carioca 1, esses músicos e a plateia, acostumada a ver tudo pela tela, compartilharam um espaço físico, celebrando não apenas o esports, mas a confluência de talentos e paixões inesperadas.
A presença da ASMB na final do CBLOL de 2026, um campeonato que se reinventa como liga independente e honra a paixão dos fãs, é um marco. O CBLOL, que começou em 2012 e evoluiu para uma liga robusta com três etapas e um novo torneio inter-regional, demonstra a maturidade do cenário de esports no Brasil. Este evento em particular, com a orquestra, não foi apenas uma abertura, mas um lembrete do potencial cultural dos jogos eletrônicos. Não é só sobre vitórias e derrotas, mas sobre criar momentos memoráveis que unam pessoas, celebrem talentos e, quem sabe, inspirem uma nova geração de gamers-músicos ou músicos-gamers, mostrando que a paixão transcende qualquer campo.
Aquele momento em que a gente percebe o quão longe os games foram. Ver uma orquestra de verdade, com músicos que jogam LoL, abrindo o CBLOL, é um lembrete do poder e da inclusão da nossa comunidade. Uma iniciativa linda que prova que esports não vive só de jogadas insanas, mas de cultura, arte e impacto social.
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