O engajamento gamer vai além do play! Fãs de jogos e entretenimento seguem ativos, e essa conversa pós-lançamento virou ouro para as marcas.

O Engajamento Gamer Em Foco: O Que Você Precisa Saber

  • Quase 80% dos jogadores e fãs de entretenimento acompanham lançamentos para participar de discussões culturais.
  • A “segunda tela” é real: 75% usam plataformas como a Fandom para pesquisar enquanto consomem conteúdo.
  • Fandom, a gigante das comunidades de fãs, reúne 300 milhões de usuários mensais globalmente, com 8,8 milhões só no Brasil.
  • Marcas estão notando e adaptando suas estratégias, indo além dos picos de lançamento.
  • O valor está no interesse ativo e contínuo dos fãs pelos universos de seus jogos e séries favoritos.

Se você pensava que a vida de um jogo acabava depois daquele dia de lançamento frenético ou daquela maratona de fim de semana, prepare-se para repensar. Um novo estudo da Fandom, aquela plataforma gigantesca que serve de base para inúmeras wikis e comunidades de fãs, jogou uma luz sobre o que nós, gamers e entusiastas do entretenimento, já sentimos na pele: o nosso engajamento vai muito além da tela inicial. E, o melhor (ou talvez o mais intrigante?), o mercado finalmente está acordando para essa realidade, vendo um oceano de oportunidades onde antes só enxergava picos de audiência passageiros.

Os números não mentem e, para nós que vivemos e respiramos esses universos, eles são até óbvios: 78% dos usuários mergulham nos lançamentos não só para jogar ou assistir, mas para, principalmente, fazer parte da “conversa cultural”. Ou seja, não basta zerar; tem que debater o final, procurar teorias, caçar easter eggs. E a prova de fogo? A esmagadora maioria, 75%, utiliza plataformas como a Fandom como uma “segunda tela” enquanto devora filmes e séries. Pense em quantas vezes você pausou o gameplay ou o episódio para pesquisar sobre um personagem, uma lore ou uma mecânica específica. Esse é o nosso modus operandi, e ele está redefinindo o valor da nossa atenção.

E não estamos falando de um nicho obscuro. A Fandom é um colosso digital, abrigando 300 milhões de usuários mensais ao redor do globo, com mais de 250 mil comunidades criadas pelos próprios fãs – sim, por nós! Só no Brasil, são mais de 8,8 milhões de jogadores e entusiastas por mês, alcançando uma fatia impressionante de 56% da Geração Z. Isso é um mar de gente que não apenas consome conteúdo, mas que o vive, o discute, o expande. É um universo em constante ebulição, moldado pelos fãs de filmes, séries, games, e suas franquias queridas.

Bruno Almeida, CEO da US Media, que cuida da publicidade da Fandom no Brasil, resumiu bem a situação: por muito tempo, as marcas focaram nos grandes eventos de lançamento, nos “picos”. Mas, como ele mesmo aponta, o interesse não evapora quando os créditos sobem. As comunidades permanecem ativas, fervilhando de conteúdo e discussões. É aí que reside um valor imenso e ainda subexplorado, uma mina de ouro para quem souber cavar. A paixão do gamer é um motor contínuo, e ignorar essa continuidade é perder a chance de se conectar de verdade com quem faz a cultura pop pulsar.

Essa mudança de paradigma já está começando a se manifestar nas grandes empresas. Vimos a Netflix quebrar recordes com as parcerias de Stranger Things, e a Nestlé com sua comunidade Moça Lovers. Para nós, jogadores, isso pode significar um futuro onde as campanhas de marketing são menos intrusivas e mais integradas aos universos que amamos. Imagine interações que realmente façam sentido dentro do contexto de um jogo ou de uma franquia, ao invés de meros anúncios genéricos. Essa é a promessa de um mercado que finalmente entende que nosso engajamento é uma jornada, não apenas um destino.

É interessante ver o mercado finalmente entender o que a gente já sabe há anos: a paixão por um jogo não acaba nos créditos finais. É sobre a discussão no fórum, a wiki para pegar o easter egg, a lore que a gente devora. Se isso significa que teremos campanhas mais inteligentes e menos intrusivas, que venham. O que importa é que a comunidade gamer finalmente está sendo vista como o centro de tudo, e não só uma carteira.


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