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A virada narrativa que Bloodlines 2 precisa já está na mesa (me contrata, Paradoxx)

O jogo mal saiu e já tem dois pacotes de expansão confirmados, além de um pacote cosmético. O foco dessas DLCs é expandir não só a narrativa, mas também transformar a forma de jogar, trazendo novas perspectivas que podem impactar diretamente o futuro de Seattle.
O pacote que chega primeiro trará cosméticos para o Haven — melhorias visuais e ambientais que permitem personalizar o refúgio do jogador, dando mais identidade ao espaço mais íntimo da gameplay. Já os outros dois pacotes serão totalmente narrativos, prometendo novas histórias interligadas, mecânicas de combate e escolhas que podem alterar o destino da cidade.
1. Loose Canon

Com previsão de lançamento para o 2º trimestre de 2026, essa expansão traz a cidade pelos olhos do brutal xerife Benny Muldoon.
Nela vamos finalmente entender o que levou ele a se revoltar e a chacinar sangue-fracos com tanta brutalidade na história principal. Também teremos:
- Novas mecânicas de combate
- Novos trajes e visuais
- Habilidades mais equilibradas, possivelmente mais fracas em poder bruto, mas com mais ferramentas estratégicas pra não deixar o jogo fácil demais.
E aqui, na minha humilde opinião, isso é um acerto total. A trama principal começa com a protagonista Phyre, um ancião absurdamente poderoso. Repetir esse mesmo nível de habilidades seria mais do mesmo. Se a proposta é mostrar outra perspectiva, o combate precisa ser diferente, mais desafiador e mais tático — e pelo visto é exatamente essa a intenção com o Benny.
2. The Flower & The Flame

Planejado para o 3º trimestre de 2026, acompanhamos a jornada sombria de Ysabella, a Toreador do clube The Atrium.
Ela está numa busca macabra pela criação de sua obra-prima, transitando nos limites entre:
- Vida e morte
- Sangue e arte
- Moralidade e convenções da sociedade cainita
Aqui vale lembrar que no Mundo das Trevas, toda obra precisa de uma tela… e nesse caso, a tela sangra.
O mais interessante? Descobrimos na história principal que a Isabella é parte do Sabbat, seita que, no game base, é pouco explorada. Essa DLC tem potencial absurdo porque pode finalmente abrir portas para:
- Entender a atuação do Sabbat em Seattle
- Explorar possíveis Trilhas do Sabbat baseadas em regras da VTMB2 5ª edição
- Mostrar se ela segue a trilha de Caim, voltada pra combate e destruição
- Introduzir combates e habilidades menos poderosas que Phyre, mas igualmente letais, com outra proposta de jogabilidade — brutalidade precisa de narrativa, e essa já está pronta.
Como essas DLCs podem dar gás ao jogo

Aqui entra minha opinião sincera: cada pacote pode transformar Bloodlines 2 completamente.
- O Benny traz o meio-termo revoltado que faltava, aprofundando sua queda moral e adicionando combate mais estratégico;
- A Ysabella trabalha o misticismo, o terror artístico e a exploração da seita mais ignorada do game base;
- Ambas fogem do poder avassalador de Phyre e evitam o “mais do mesmo”.
Se feitas com equilíbrio, podem renovar o público, ampliar lore e ainda trazer players que sentem que o jogo base deixou lacunas.
Uma DLC que não existe, mas que seria um soco narrativo

Agora eu falo da parte não oficial, mas PQP… isso aqui seria ouro:
Jogar com o Agente Baker.
No final do jogo, há a opção (não obrigatória) de abraçar um humano e transformá-lo em vampiro. Essa escolha é opcional… mas e se a gente considerar que aconteceu?
Imagina comigo:
- Tu controla Baker
- Antes inimigo dos vampiros, agora é um na organização que caça vampiros
- Agora um neófito recém-criado
- Tendo que aprender sozinho a operar no meio da mesmíssima instituição que caça a própria raça
- Reviravolta digna do lore do World of Darkness
- Um tapa na cara de quem reclamou que “não tem progressão de habilidades”
- Um gancho já plantado no jogo base, pronto pra explodir
Isso sim seria Bloodlines no talo. Não é sobre ser mais forte que Phyre. É sobre ser fraco, vulnerável, imprevisível — e construir o próprio poder num ambiente que quer tua cabeça. Isso traria tudo aquilo que parte da comunidade achou que faltou: evolução, descoberta e adaptação.
O que já tem e o que seria legal ver no futuro
Com Phyre = ancião poderoso,
Benny = intermediário brutal,
Ysabella = arte letal e Sabá,
…faltaria só fechar com a ponta mais inicial da cadeia vampírica: o recém-abraçado. Essa narrativa poderia trazer mais crítica, empatia e complexidade moral pra cidade de Seattle como um todo.
Então, se a Paradox Interactive quiser dar mais fôlego ao jogo no futuro, a janela narrativa ideal já existe (eu autorizo a Ideia Paradoxx e The Chinese Room) — só falta alguém dizer: “sim, isso virou DLC”.
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