A Arc System Works acaba de lançar Qliphah in Providence’s Shadow, um RPG tático com sistema de batalha “Counter-Timeline” inovador.

Destaques de Qliphah in Providence’s Shadow:

  • Um RPG tático que esconde um sistema de batalha “Counter-Timeline” por comando.
  • Cenário de Tóquio pós-apocalíptico, onde “Anomalias” e um culto misterioso ameaçam a realidade.
  • Jogadores assumem os papéis de Soma, um “meio-Anomalia”, e a investigadora Rena.
  • Combate focado em “Counter Skills” (Vermelho, Azul, Amarelo) e ataques sincronizados na linha do tempo.
  • Progressão de habilidades e “Secret Arts” são liberadas conforme a história avança e mistérios são desvendados.
  • Disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch, Steam e Epic Games Store.
  • Recurso de Mystic Pass incentiva compartilhamento de senhas entre a comunidade.

Preparem-se, estrategistas de plantão! A Arc System Works, conhecida por seus títulos de luta de peso, acaba de surpreender o mercado com o lançamento de *Qliphah in Providence’s Shadow*. Esqueça os clichês: este não é um RPG tático qualquer. Ele chega com uma proposta ousada, prometendo revolucionar a forma como encaramos combates baseados em turnos com seu intrigante sistema de “Counter-Timeline”. E o melhor? Já está disponível para uma gama robusta de plataformas: PlayStation 5, Nintendo Switch, Steam e Epic Games Store.

A narrativa nos transporta para uma Tóquio devastada pelo “Colapso Mundial”, onde a realidade se esvai e entidades grotescas chamadas Anomalias se espalham sem controle. Nosso herói, Soma Hoshigami, um jovem entregador, vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser atacado por uma dessas Anomalias, transformando-o em um “Half-turned” — uma mistura de humano e monstro. Resgatado pela investigadora Rena Hizuki, da Divisão de Resposta a Anomalias da Polícia Metropolitana, ele é categorizado como “Propriedade Perdida”. Juntos, essa dupla improvável precisa desvendar a origem da droga demoníaca “Tiny True”, combater os “Estigmas” que corroem os jovens e confrontar um culto sombrio que manipula os fios nas sombras da cidade. A trama promete ser um prato cheio para quem gosta de mistério e uma boa dose de caos urbano.

Mas onde Qliphah realmente brilha é em seu sistema de batalha. A Arc System Works acertou em cheio ao apresentar um “RPG Tactical Counter-Timeline” que, à primeira vista, pode parecer um jogo de ação frenética, mas esconde uma profundidade estratégica impressionante. O conceito central gira em torno de uma linha do tempo simétrica onde as habilidades, tanto suas quanto dos inimigos, são exibidas. Dominar as “Counter Skills” – divididas em Vermelho, Azul e Amarelo – é crucial. Sobrepor uma habilidade da mesma cor à de um inimigo no tempo certo desencadeia um contra-ataque devastador. E não é só isso: cada habilidade tem seu tempo de recarga, exigindo que os jogadores pensem à frente e gerenciem seus recursos para maximizar o dano.

E a complexidade só aumenta com a dificuldade. Em níveis mais baixos, basta mirar nos contra-ataques para sentir a satisfação de dizimar os inimigos. Contudo, quando o desafio aperta, espere por ataques inimigos em múltiplas camadas que exigem mais do que simples “counters”. É aí que a troca inteligente entre Soma e Rena, junto com uma variedade de habilidades de suporte (para aumentar velocidade, recuperar vida, etc.), se torna essencial. Essas habilidades são liberadas conforme a história avança e o “Relationship Chart” se expande, permitindo personalizar seu estilo de jogo. O sistema permite até lançar inimigos menores no ar e encadear “Follow-Up Attacks”, incentivando a alternância rápida entre os protagonistas.

Para os inimigos mais robustos, o segredo é drenar seu “Down Gauge” com contra-ataques bem-sucedidos. Uma vez “derrubados”, esses adversários recebem apenas acertos críticos, uma janela de oportunidade para causar dano massivo antes de finalizar com uma “Secret Art”. O planejamento para acumular críticos se torna uma estratégia vital, especialmente com habilidades passivas e de suporte que amplificam esse efeito. Inicialmente, só Rena pode usar as Secret Arts, mas Soma logo entra em campo com as suas, adicionando ainda mais camadas táticas. Além disso, a progressão da história é guiada pela escolha de locais no mapa de Tóquio, onde eventos e a busca pela causa das Anomalias se desenrolam, tudo isso com dublagem completa para imersão total. Para completar, o jogo introduz as “Mystic Pass”, senhas para desbloquear habilidades raras, que a Arc System Works até sugere que a comunidade compartilhe nas redes sociais, adicionando um elemento social inesperado ao mix.

A Arc System Works, com Qliphah, parece ter apostado em uma fórmula de RPG tático que realmente se destaca. A ideia do “Counter-Timeline” é curiosa e, se bem executada, pode oferecer um fôlego novo ao gênero. Vale a pena ficar de olho para ver se a profundidade prometida se traduz em um gameplay viciante, especialmente para quem busca algo além do tradicional.


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