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Fabledom é aquele tipo de jogo que te engana com carinha de conto de fadas… e quando você percebe, já perdeu horas organizando vilinhas como se isso fosse a coisa mais importante da sua vida.
Se você viveu a era de ouro dos city-builders, Zeus: Master of Olympus, Pharaoh, ou até o carisma simples de A World of Keflings, Fabledom bate direto na memória afetiva. Só que ele não vive só de nostalgia: aqui tem sistema, profundidade e decisões que realmente importam.
| O jogo em pílulas
- Atmosfera aconchegante e nostálgica: visual colorido e trilha sonora bucólica que remetem aos clássicos dos city-builders e tornam a experiência relaxante e viciante.
- Gestão acessível, mas com profundidade real: fácil de aprender, difícil de dominar, decisões de logística, inverno e crescimento populacional fazem diferença de verdade.
- Sistema de romance e diplomacia criativo: relacionamentos com reinos vizinhos não são só estéticos e oferecem bônus estratégicos relevantes.
- Felicidade como pilar da economia: manter o moral alto não é opcional, cidadãos felizes produzem muito mais, mudando completamente a forma de planejar a cidade.
- Progressão orgânica e satisfatória: ver a vila evoluir para um reino estruturado é natural, visualmente recompensador e nunca apressado.
- Controles no Xbox ainda imprecisos: a interface funciona, mas claramente foi pensada para mouse, exigindo paciência e uso frequente da pausa.

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Se chegou até aqui certeza gosta de um city-builder bem feito, então continue lendo para explorar mais esse jogo!
| Visual e Atmosfera: conforto puro
Fabledom acerta em cheio na identidade visual. É colorido, limpo, expressivo e nunca poluído. Tudo é fácil de ler, até quando a cidade começa a crescer. Mas quem rouba a cena mesmo é a trilha sonora: bucólica, leve, quase terapêutica. Remete muito ao Condado de O Senhor dos Anéis, aquela sensação de que nada está urgente… mesmo quando está.
É o famoso jogo “confortável”: você senta pra jogar 20 minutos e sai duas horas e meia depois se perguntando onde foi parar o tempo.
| Jogabilidade: gestão com personalidade
Aqui não existe aquela pegada industrial fria de muitos city-builders modernos. Fabledom aposta numa evolução linear, orgânica e humana. Você começa com alguns Fablings tentando sobreviver e, aos poucos, constrói um reino funcional, bonito e eficiente.
O grande diferencial está em dois sistemas-chave:
Romance como diplomacia
Sim, você literalmente flerta com líderes vizinhos. Cortejar outros reinos, enviar presentes e cumprir missões rende bônus exclusivos de produção, comércio e vantagens estratégicas. Não é só um detalhe estético, impacta diretamente o crescimento do seu reino.
Felicidade é produtividade
Aqui não basta alimentar o povo. Se a felicidade passa dos 90%, a produção dispara. Isso muda completamente a lógica do jogo: beleza, lazer e organização urbana são tão importantes quanto comida e madeira. É gestão, mas com alma.
| O jogo não te pega pela mão, e isso é bom
Fabledom parece simples, mas pune erros de planejamento. O inverno, por exemplo, não perdoa decisões impulsivas. Expandir demais no fim do outono pode quebrar sua economia inteira. A logística também importa: se o camponês passa o dia andando, ele não trabalha.
É aquele tipo de jogo que te faz pensar:
“Ok, isso foi culpa minha.”
E isso é sempre um bom sinal.
| No Xbox: onde o encanto tropeça
Aqui está o único ponto realmente problemático. A interface claramente nasceu para mouse e teclado. No controle, algumas ações de construção fina, assim como a navegação entre a interface de jogo, ficam travadas, imprecisas e exigem paciência.
Nada que torne o jogo injogável, longe disso, mas é impossível não imaginar como tudo seria mais fluido com um cursor tradicional. Usar a pausa vira praticamente obrigatório para planejar bem.
| Conto de Fadas ou Armadilha de Tempo?
Pró
- Visual extremamente carismático e trilha sonora relaxante que dá vontade de morar na vila que você construiu.
- Gestão acessível, mas inteligente, que pune erros e recompensa planejamento de verdade.
- Sistema de romance e diplomacia criativo, que foge do óbvio e impacta diretamente a progressão.
- Felicidade dos cidadãos realmente importa e muda toda a lógica da produção.
- Sensação constante de progresso orgânico e visualmente recompensador.
Contras
- Interface claramente pensada para mouse, tornando a construção no controle menos precisa.
- Planejamento em tempo real pode frustrar até pegar o jeito (pausa vira sua melhor amiga).
| Palavra do príncipe
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