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Se você sente falta do terror clássico, daqueles bonecos que dão mais calafrios que jump scare moderno, Puppet House é quase um túnel do tempo. Desenvolvido pela Vecube Studio, o jogo te coloca dentro de uma mansão sinistra, com puzzles e uma atmosfera tão retrô que dá vontade de procurar fita VHS na estante.
| Medo em pilulas
- Terror retrô que funciona: Bonecos assustadores, rangidos e risadas perturbadoras, nostalgia pura dos anos 80 e 90.
- Puzzles no ponto certo: Desafiadores sem serem injustos, exigem atenção e raciocínio.
- Exploração claustrofóbica: Cada canto da mansão esconde segredos e pequenas surpresas.
- O boneco não perdoa: Antagonista implacável que te caça, sem combate direto, você precisa ser esperto.
- Curto, mas intenso: 3-4 horas de tensão bem posicionada, perfeito para um fim de semana.
- Atmosfera e performance sólidas: Gráficos retrô polidos, som assustador e 60 FPS estáveis no Xbox.
Querendo saber mais sobre o boneco do terror? Continue lendo e saiba que tem bonecos assim em todos os cantos… para comprar… nas não amaldiçoados… ou não…
| Mistério em Field Town
Você é Rick, fotógrafo curioso demais, e vai investigar a mansão do ventríloquo Peter Hill. Moradores desaparecem, gritos ecoam e você percebe rápido: o show nunca acabou. Simples, mas funciona. Se você já viu Brinquedo Assassino ou Puppet Master, sabe o que esperar, terror clássico sem frescura, contado por documentos e exploração.
| Jogando com o medo
O gameplay se apoia totalmente na tensão e na inteligência. Esqueça combate direto — sobreviver significa explorar cada canto da mansão, reparar nos detalhes e resolver puzzles integrados ao cenário. Eles variam entre códigos a serem decifrados, combinações de itens e observação atenta do ambiente. Alguns exigem pensar rápido, outros desafiam sua paciência, mas nunca caem no frustrante “só pra aumentar dificuldade”.
O verdadeiro destaque é o boneco assassino. Ele não está ali apenas para decorar; suas perseguições estratégicas aumentam a tensão, e você sente cada passo errado. A IA não é perfeita — em alguns momentos é previsível —, mas o suficiente para manter o coração acelerado. É aquele tipo de inimigo que faz você olhar duas vezes para cada sombra, e ainda assim se arrepender de ter feito isso.
| O clima é tudo
Visualmente, o jogo aposta em um retrô polido. As sombras, a iluminação e o design da mansão ajudam a criar o clima certo de terror. No Xbox Series X|S, a performance se mantém sólida, com 60 FPS na maior parte do tempo e loadings rápidos. O som é outro ponto alto: rangidos, portas rangendo, risadas distorcidas e passos que ecoam criam uma atmosfera que mais parece um filme de terror antigo.
Claro, nem tudo é perfeito. O maior ponto fraco é a duração: 3 a 4 horas podem deixar quem busca maratonar o jogo um pouco decepcionado. E depois de resolver todos os puzzles, a rejogabilidade quase desaparece, restando apenas o prazer de revisitar os cenários ou buscar conquistas. A furtividade, apesar de funcional, é básica e pode frustrar quem espera mecânicas mais complexas.
| Os Destaques e Escorregadas da Mansão Assombrada
Prós
- Atmosfera clássica: terror retrô dos anos 80/90 com bonecos assustadores e som perturbador.
- Puzzles inteligentes: desafiadores na medida certa, integrados ao ambiente.
- Vilão marcante: o boneco persegue você de forma estratégica, criando tensão constante.
- Performance sólida: 60 FPS estável no Xbox Series X|S e loadings rápidos.
- Exploração recompensadora: cada canto da mansão pode esconder segredos e documentos que expandem a história.
Contras
- Duração curta: 3 a 4 horas de jogo, acaba rápido para quem busca maratonar.
- Furtividade simples: mecânicas básicas e IA do boneco às vezes previsível.
- Rejogabilidade limitada: depois de resolver todos os puzzles, pouco incentivo para voltar.
- Conquistas perdíveis: Se errar e não achar um coletável… Não vai conseguir miletar.
| Palavra de quem sobreviveu
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