Os clássicos de terror Ecstatica 1 & 2 ganham demos no Steam Next Fest e chegam remasterizados ao PC em 26 de outubro. Prepare-se para o Halloween!

O que te espera nos clássicos restaurados:

  • Demos de Ecstatica 1 e 2 disponíveis no Steam Next Fest, para mergulhar no terror retrô.
  • Lançamento oficial em 26 de outubro no Steam e GOG, perfeito para o clima de Halloween.
  • Jogos originais de 1994 e 1997, conhecidos por seus gráficos ellipsoid únicos e gameplay inovador.
  • Versões restauradas com compatibilidade moderna, suporte a controle e totalmente jogáveis no Steam Deck.
  • Preços individuais de $14.99 USD e um bundle com desconto para adquirir ambos os títulos por $19.99 USD.

Preparem-se, caçadores de relíquias! Aqueles que pensavam que os clássicos do terror dos anos 90 estavam fadados ao esquecimento em máquinas virtuais e sistemas operacionais jurássicos podem comemorar. A editora SNEG, em parceria com a Andrew Spencer Studios, acaba de lançar as demos restauradas de Ecstatica 1 e Ecstatica 2 no Steam Next Fest, trazendo de volta dois precursores do survival horror que prometem causar arrepios digitais a tempo do Halloween. É a chance perfeita de revisitar ou descobrir esses jogos que ousaram ser diferentes, combinando horror, fantasia e um humor britânico bem peculiar.

Lançado originalmente em 1994 pela lendária Psygnosis, o primeiro Ecstatica é uma viagem alucinante a Tirich, uma vila medieval amaldiçoada por demônios. O que começa com uma simples parada para água logo se transforma em um pesadelo, com o protagonista sendo perseguido por um lobisomem aparentemente imortal. O grande trunfo da época, e que ainda hoje fascina, é a experiência cinematográfica do jogo. Sem HUD, sem prompts, sem diários de missão – apenas você e a câmera fixa tentando desvendar quebra-cabeças enquanto foge de criaturas grotescas. E o melhor? Os pontos de spawn inimigos mudam a cada jogatina, garantindo rejogabilidade infinita e a certeza de que você vai morrer… ou ser transformado em um sapo.

Mas o que realmente diferenciava *Ecstatica* do resto? Seus gráficos de “elipsoides”. Enquanto a maioria dos desenvolvedores da época começava a usar polígonos para construir mundos 3D, Andrew Spencer Studios optou por elipsoides, buscando uma estética mais orgânica e, para muitos, bizarramente realista. Essa escolha tecnológica deu ao jogo uma identidade visual única que, mesmo décadas depois, ainda se destaca em meio à enxurrada de pixels e vértices. É um vislumbre de um caminho alternativo que a indústria 3D poderia ter tomado, e que hoje volta para os holofotes.

A sequência, Ecstatica II, chegou em 1997, expandindo o universo gótico e sangrento. Com um mundo muito maior e mais de 1.100 ângulos de câmera cuidadosamente posicionados, a experiência se tornou ainda mais grandiosa. A narrativa segue os eventos do primeiro jogo, com o herói retornando para encontrar seu reino devastado por um arquimago maligno. Aqui, o foco pende mais para o combate hack-and-slash, com poções e feitiços adicionando uma camada estratégica enquanto você tenta resgatar a feiticeira Ecstatica e reivindicar seu trono. A atmosfera é mais sombria, a violência mais explícita, mas a inconfundível estética elipsoide permanece intacta.

E para os jogadores modernos, a boa notícia é que essas joias perdidas não estão apenas “portadas”. As versões restauradas foram cuidadosamente adaptadas para rodar suavemente em sistemas atuais, e trazem uma série de melhorias que fazem toda a diferença. Estamos falando de suporte total a controle, a capacidade de alternar entre diferentes modos gráficos (DOS, Windows 95, Software) em tempo real, e, claro, integração completa com o Steam, incluindo Conquistas e Salvamento na Nuvem. E para quem curte a jogatina portátil, prepare-se: ambos os títulos são totalmente compatíveis com o Steam Deck. É a democratização do terror retrô em sua melhor forma, garantindo que esses clássicos cheguem a quem os perdeu e revivam para quem sentia falta.

É um movimento inteligente da SNEG trazer esses jogos agora. Em um mercado saturado de remakes e reimaginations, dar uma nova vida a títulos que muitos nunca sequer ouviram falar, mas que foram pioneiros em suas abordagens, é digno de aplausos. É uma oportunidade de ouro para os fãs de survival horror explorarem as raízes do gênero sob uma perspectiva única, e para os curiosos testemunharem uma parte fascinante da história dos videogames. Não é todo dia que se tem a chance de mergulhar em um pedaço da arqueologia gamer com tanto capricho na restauração.

É sempre bom ver clássicos esquecidos ganharem uma nova chance, especialmente quando trazem ideias tão únicas quanto Ecstatica. A SNEG acerta ao resgatar esses precursores do terror, tornando-os acessíveis para uma nova geração e fãs nostálgicos. A promessa de compatibilidade moderna e as demos no Steam Next Fest são um belo convite para revisitar ou descobrir esses pedaços da história dos games.


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