Uma avalanche de jogos, de VR a RPGs, está sendo removida das lojas digitais como Steam e PlayStation Store. Prepare-se para a despedida!
O que você precisa saber sobre as delistagens:
- Dezenas de jogos foram ou serão removidos de plataformas como Steam e PlayStation Store nas próximas semanas.
- Motivos para os “desaparecimentos” variam de licenças expiradas a mudanças internas em estúdios.
- A Capcom está reestruturando as edições de Dragon’s Dogma 2, com a Deluxe Edition saindo e o jogo base mais barato.
- Há indícios de que a Sony está apertando as regras para editores menores na PlayStation Store, levando a múltiplas remoções.
- Enquanto alguns jogos somem sem deixar vestígios jogáveis, outros, como CounterSide, prometem um “reboot”.
Prepara o coração, gamer! Se você é daqueles que ficam de olho na wishlist ou simplesmente curte explorar catálogos digitais, a má notícia é que uma verdadeira onda de “delistagens” está varrendo as lojas. Nas últimas semanas, Steam e PlayStation Store viram (e ainda verão) uma avalanche de títulos dizer adeus. Estamos falando de tudo um pouco: desde remakes de clássicos do PS2 em VR até RPGs que usam seu fitness tracker, passando por shooters free-to-play e uma dezena de jogos indies menores. É um lembrete meio agridoce sobre a efemeridade do digital.
Os motivos para essa debandada são tão variados quanto os próprios jogos. Pegue, por exemplo, Fantavision 202X, o charmoso remake do PSVR2 do clássico de lançamento do PlayStation 2. Ele está dando adeus à PS Store e ao Steam porque o acordo de licenciamento com a Sony Interactive Entertainment chegou ao fim. Quer uma boa notícia? A versão física do PS5, se você a encontrou, continua valendo. Mas o que realmente chama a atenção é a situação na PlayStation Store. Pequenos editores como Klovako s.r.o. estão removendo múltiplos títulos da série “Journey” do catálogo. O curioso é que essa movimentação ecoa ações de outros estúdios menores como Xeneder Team e GGmuks, que fizeram o mesmo. A impressão que fica é que a Sony está sendo mais rigorosa com esses parceiros.
E não para por aí. Muitos jogos estão sumindo por razões ligadas diretamente aos seus criadores. Fight or Flight, um shooter Early Access, foi retirado do Steam porque o desenvolvedor simplesmente não conseguiu mais dedicar tempo ao projeto. Outros, como Turing Quest, um party game baseado em IA, tiveram seus servidores desligados por falta de jogadores, tornando o jogo inacessível para quem o comprou. É a dura realidade do digital: sem servidores, sem jogo. Por outro lado, há casos como Monster Racing League, que está saindo do Steam devido a uma aquisição. A esperança é que um novo estúdio dê uma segunda vida a ele, mas a versão atual será descontinuada. É um caldeirão de cenários, onde o futuro de um título pode ser incerto ou, quem sabe, até promissor sob nova direção.
Nem mesmo os games maiores estão imunes a mudanças. A Capcom, por exemplo, está ajustando as ofertas de Dragon’s Dogma 2. A Deluxe Edition e alguns DLCs individuais serão removidos do Steam, PlayStation e Xbox em breve. A boa notícia para a carteira dos jogadores é que o jogo base terá uma redução de preço permanente, o que, convenhamos, é um movimento interessante pouco antes de uma expansão chegar ao mercado. Mas tem jogo que está apenas dizendo adeus ao serviço online: Beat Arena, o game de ritmo VR da Konami, vai perder seus recursos online em agosto, tornando-se uma experiência exclusivamente offline. E para fechar com uma nota agridoce, CounterSide, o RPG coreano free-to-play, encerrará seus serviços em agosto. No entanto, os devs da Studiobside mencionaram um “projeto de reboot”, o que nos deixa com a pulga atrás da orelha: será que veremos um renascimento, ou é apenas uma despedida mais elaborada?
Toda essa movimentação serve como um lembrete claro: no mundo dos jogos digitais, nada é eterno. A compra de um jogo não garante sua permanência no catálogo ou sua funcionalidade indefinida. Licenças expiram, estúdios fecham, servidores são desligados e prioridades mudam. Para nós, jogadores, o recado é direto: se você tem aquele título na wishlist que está quase caindo na obscuridade, talvez seja a hora de agir. E para os que já possuem, é sempre bom ter em mente que o acesso pode ser uma questão de tempo. A era digital nos trouxe conveniência, mas também a volatilidade de bibliotecas que podem encolher sem aviso prévio. Fique esperto e valorize seus games, porque eles podem sumir quando você menos espera.
Essa onda de delistagens mostra que a tal “curadoria” das lojas digitais tem seus dois lados. É uma pena ver tantos jogos sumindo, especialmente os indies que dependem da visibilidade. Mas, ao mesmo tempo, revela a fragilidade do modelo. O player precisa estar ciente: digital nem sempre significa eterno.
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